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O Congelamento da Emoção Humana
Minha reflexão sobre a compreensão
da estrutura, desse Estado-Nação, compõe
a teoria da corrupção, das desigualdades sociais promovida pela falta do
preceito ético, pela falta da moral, da qualidade de ser humano, nas esferas
políticas, o que vem demonstrando que o processo do sistema capitalista não tem
fim, ele é a própria destruição da vida humana.
A sociedade atual, é resultado de um
processo cultural civilizatório, instalado há muito, em contextos sócios
políticos de ganhos, que trazem como história a acumulação de riqueza, das éticas particulares,
individualistas, organizadas não para o povo, humanidade, mas para interesses
particulares dos homens que se agrupam e comandam esse poder, de decidir a vida
das pessoas, governando sem o cumprimento da Lei. Assim, nas relações de trocas,
controlam e determinam o Capitalismo, um processo mundial de circulação de
riqueza, que constrói a violência pela exclusão de classes sociais. Todos somos
vítimas, desse contexto de governos autoritários, onde a solidariedade ao
pensar o outro, é a falsa generosidade. As relações sociais ficam fadadas aos
mesmos, numa desarticulação social consciente. Impedindo o desenvolvimento pelo
interesse de classes ( não interessa, a príncipio, a vontade do povo) alimentado no bairro pobre e no
bairro rico, encaminham uma indiferença multiforme ( desemprego, miséria, fome,
analfabetismo...) exclui da sociedade a família ( quem a forma) não permitindo
que as relações sociais cresçam sob conceitos de ética e moral, sobre padrões
de comportamento esperado, sob forma da lei. O que realça índices de vítimas, pois onde a lei não se
instala, a desordem permanece. Aí, os homens que governam, pela legalidade, são
tão criminosos quanto ao tiro.
O aumento da população de rua, nesse
momento, produto desse contexto, cresce igualmente ao número de comunidades
carentes, favelas. A demanda de trabalho para essa massa populacional, é fato constatado, pelos vários tipos de noticiários: escrito, falado, televisado. O controle
da natalidade é discutido, ainda como proposta, não como possível solução de
abrandarmos o aumento da população, principalmente numa época em que a
liberação sexual, substituiu a brincadeira das cirandas, das bonecas, das
bolas. O sexo faz parte de um caminho da sexualidade, e sem atenção da saúde
pública, que vive um caos, mais uma vez,
pela falta do conhecimento das culturas, das linguagens, educação, trabalho,
(dignidade humana) está sendo alimentado como produto(venda) e também como
exploração de menores, desses menores que crescem sem noções de valores, sem a oportunidade
de conceituar a vida, de saber que alguém os quer, de aprender a pensar para
ter consciência de seu próprio caráter. Assistidos pelo mêdo ao mêdo de já
serem vítimas, de um setor econômico (
vamos consumir) e provocado pela mídia, que
alimenta o imáginário sob muitas formas de indução, são totalmente excluídos em
valores, desassistidos pelo próprio patrimonialismo brasileiro, o pai estado
que observa e muda o fato por um fato igual... para nada mudar. Então, esses não podem viver
esse marketing, essas novidades, por não terem dinheiro para acesso a esses
setores, vêem na possibilidade de entrar para o mundo da criminalidade, através
de atividades escusas( roubo, assaltos, drogas, formas de ganhar dinheiro
ilegalmente), condição de também participar do prazer, do conforto, dos objetos
inovadores, importados, que aqueles do poder, das elites, sentem e
têem.
O ser (sujeito) é uma caixa de
emoções, que toma corpo desde a primeira infãncia. Toda criança tem as mesmas
necessidades psicológicas de se sentir amada, digna. Merecem afeto e respeito,
precisam ser tocadas, envolvidas, acariciadas, serem amadas. Já são vítimas
nascidas em ruas, guetos, favelas, guerras. Faz-se necessário uma ação
pedagógica, um projeto político- pedagógico que possa mudar, com urgência, a
história da educação do Brasil, de nossas crianças e jovens que tornam-se
vítimas antes mesmo do nascimento.
Tento pronunciar, mais uma vez, a
omissão dos homens políticos que inibem a formação da consciência de si mesmo, quando
promovem uma educação para criar líderes passivos, líderes que não desenvolvem
a crítica ao pensar sua história, assim,
não cobram os processos que encaminham a Democracia”como direito de todos. Educação
não existe em separado. A ação pedagógica só terá resposta, fazendo-se presente
também em casa, na família. A Família é o núcleo provedor da construção do ser
(sujeito), mas para tanto é necessário que possa conhecer, viver os caminhos
para civilizar-se. Na oportunidade retomo que: educar a emoção é proporcionar,
dar possibilidades de condutas cognitivas e emocionais, para a construção da
criança de hoje, que será o jovem, o homem de amanhã.
O processo da vida humana nesse século,
pertence ao segmento vitimização, constituída por uma história política
selvagem, que usa a existência do homem,
a vida em trocas, pelo fato de querer
ter mais do que o que já possuem, numa estratégia que transforma a emoção
humana em produto. Não vamos culpar só a globalização, ao avanço tecnológico em
gerações procedentes dessa sociedade. Precisamos ser insistentes, irridentes na
tentativa para humanizção do olhar de Magistrados, Políticos, Presidentes,
Instituições governamentais, Donos do Poder, que a urgência é o presente.
Cuidar significa mais que políticas assistencialistas, instantâneas,
imediatistas. É realmente executar, priorizar na ruptura do Capitalismo, das
correntes das elites políticas, que aqui penso em chama-las “patriotice”, soluções que procedam em confiança na
sustentação pela renovação, pelo novo nas dirigências em prol da vida humana.
E, quem sabe, talvez, assim iniciar uma
cartilha para o mundo. Nossos jovens são ícones de uma história, onde eles
próprios, crianças, famílias, não alcançam mais um olhar ao pensar o futuro.
Existe uma constituição? Existe uma Constituição. Para concluir esse parágrafo,
diria que atitudes são exemplos. Então,
que cidadão queremos formar.
Temos que
cobrar mudanças profundas ao olhar a sociedade, a vida. O mundo mobiliza-se
pelo Aquecimento Global, pela sustentabilidade ambiental, mas ainda temos muita
fome, grande mortalidade infantil(falta total de acesso a saúde, alimentação) alto índice da Aids, precisamos inventar
vacinas, muitas, torná-las mais viáveis. Com urgência despertar as relações humanas
nessa sociedade midiática, no mundo, numa atitude arrogante, mas sensata,
pensada. Educar o lhar, ensinar o afeto, ensinar a pensar. Acho que então,
observar, se uma criança necessitada, vítima pela falta de todas essas questões
acima, joga o lixo em um contenier.
Vítimas, são
laços que criam nós, e nós deixam marcas. Se a oportunidade de reconstrução
desse ser, efetiva-se através da sua própria reconstrução, do seu eu interior, devemos
proporcionar condições para fazer nascer uma nova expressão na emoção, tolida,
frustrada, inibida por um processo desarticulador, pela não possibilidade de
viver a cidade, a cultura, a vida. E, a isso meus amigos, chamamos “cidadania”.
A familia precisa ser repensada pelos homens dessa comtemporaneidade, pelos
homens dessa política selvagem, e por assim ser, alastram o desamor.
Não imagino o
Capitalismo, a água que nutre o engenho do dinheiro, sendo capaz de resolver o
caus sócio educacional, sócio-político, sócio-ambiental que ele próprio causou,
senão pelo corte das raízes de um sistema que cultiva o eu( éticas particulares
) sistema de eleger nossos representantes por
trocas, favores, em muitos escalões, em muitas hierarquias.
Sinto-me desprovida de direitos, de um sistema organizador, de um núcleo
político que trabalhe, não só, como retorno de votos, mas também que possa
desfazer o que entendemos por " jeitinho brasileiro", a "cultura
da corrupção". Até quando produziremos vítimas?
Preciso ver nascer
a " Cooperação pela Ética ", pela Moral, assim quem sabe, efetivar o
processo civilizatório como direito de todos. Se o "Mau Capitalismo"
é mundial, a história política da humanidade, necessita de uma ação renovadora que
caiba entre a razão e o essencial, uma nova filosofia política: homens com
qualidade de “ser humano”.
Fátima
Quintanilha
Educadora / Socióloga
dezembro /
2007
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